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terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Hidrografia Brasileira- Bacias Hidrográficas
Características geraisDe maneira geral, podemos caracterizar a hidrografia brasileira pelos seguintes aspectos: a) Riqueza em rios e pobreza em formações lacustres.b) Todos os rios brasileiros são, direta ou indiretamente, tributários do Atlântico.c) Muitas desembocaduras dos nossos rios apresentam forma de estuário, como os rios Parnaíba, Acaraú, Piranhas, São Francisco, Doce, Jequitinhonha e Paraíba do Sul. O Rio Amazonas possui foz mista.d) A maior parte dos rios brasileiros é de planalto. O São Francisco e o Paraná são os principais rios de planalto.e) Grande parte dos rios brasileiros apresenta regime Tropical Austral, com cheias de verão e vazante no inverno.f) Três são os divisores de água: Cordilheira dos Andes, Planalto das Guianas e Planalto Brasileiro.g) Predomínio de rios exorréicos e perenes.h) Os rios Amazonas e Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação. Nova Divisão A nova classificação das bacias hidrográficas do Brasil, estabelecida no ano 2000 pelo IBGE, individualiza dez grandes conjuntos hidrográficos, com 57 principais bacias e sub-bacias.A nova divisão, proposta pelo IBGE, representa mais um passo na melhor definição e regionalização dos recursos hídricos superficiais, com vistas ao planejamento ambiental, levando-se em consideração o uso racional desses recursos.As bacias hidrográficas que ocupam a maior área do Brasil são a Amazônica, a Platina (Paraná, Paraguai e Uruguai) e do Tocantins.As tradicionais bacias hidrográficas do Brasil De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as bacias hidrográficas do Brasil que foram utilizadas até 2000: Bacia Amazônica Bacia do Tocantins-Araguaia Bacia do São Francisco Bacia Platina Bacia do Nordeste Bacia do Leste Bacia do Sudeste Bacia Amazônica É a maior bacia hidrográfica do mundo e drena cerca de 45,6% das terras brasileiras, ou seja, 3.904.392,8 km2. Comunica-se com a Bacia do Orenoco, através do Canal de Cassiquiaré e com a Bacia Platina, através da região das águas emendadas (Noroeste do Mato Grosso). O Rio Amazonas, com cerca de 6.868 km de extensão, é o maior rio do mundo. Nasce ao sul do Peru, no Planalto de La Raya, com o nome de Vilcanota. Com os nomes de Umbanda, Ucaiali e Maranón, atravessa quase todo o Peru, desvia-se para leste, penetrando no Brasil (Tabatinga) com o nome de Solimões. Até a desembocadura do Rio Negro, é chamado de Solimões e, daí até a foz, recebe o nome de Amazonas. É o rio de maior volume de água do mundo, com uma descarga média de 100.000 m3 de água por segundo. Em Óbidos, a sua porção mais estreita mede cerca de 1.800 metros. É mais largo na confluência com o Negro (96 km). No Brasil (3.160 km), é tipicamente de planície. O Amazonas apresenta regularidade nas suas cheias e um regime complexo, pelo fato de receber água dos dois hemisférios. As cheias, de um modo geral, no seu curso a jusante de Manaus, ocorrem durante os meses de maio e junho. Fenômenos notáveis ocorrem nesse rio: a) Terras caídas: é o desmoronamento das margens, devido à pequena resistência oferecida pelos sedimentos terciários das margens do Amazonas. b) Pororoca, ocorre na sua foz, quando a maré alta encontra-se com as águas fluviais. Na foz do Amazonas, há um complexo de ilhas (Arquipélago de Marajó: Gurupá, Grupo de Caviana, Me-xiana). Sua foz é mista (Delta-Estuário) c) Os principais afluentes do Rio Amazonas são:
Na margem esquerda: Japurá, Negro, Uatu-mã, Trombetas e Jari.
Na margem direita: Juruá, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu.
d) A vasta rede fluvial desta região exerce enorme influência na vida do homem amazônico, sobretudo nos setores de transporte, comunicação e alimentação. A quase totalidade dos povoados e cidades da Amazônia situa-se ao longo dos rios, vivendo suas populações intimamente ligadas a eles. e) Os denominados "rios negros" como Nhamundá, Negro e Maués têm essa cor devido à dissolução de ácido húmico. Os chamados "rios brancos" têm águas barrentas e transportam muita matéria sólida fina, sendo exemplos o próprio Amazonas, o Juruá, o Purus e o Madeira. Os "rios transparentes" assumem, após as primeiras chuvas, tonalidades verdes, decorrentes da grande quantidade de musgo que transportam, como é o caso dos rios Tapajós e Xingu Veja mais: Bacia Amazônica. Bacia do Tocantins-Araguaia É a maior bacia totalmente brasileira. Tanto o Tocantins quanto o Araguaia são rios que nascem no Planalto Central. Ambos recolhem as águas de numerosos rios que drenam importantes áreas agrícolas e pastoris, sobretudo do Estado de Tocantins. No setor energético, destaca-se a usina de Tucuruí, no baixo Tocantins. No curso médio do Araguaia, localiza-se a Ilha do Bananal (que forma o Parque Nacional do Araguaia). Veja mais: Bacia Tocantins-Araguaia. Bacia Platina A Bacia Platina pode ser dividida em 3 sub-bacias, veja a seguir: Situa-se na parte central do Planalto Meridional, nas áreas de altitude sempre superior a 200 metros. Por ser um rio de planalto, são freqüentes os desníveis do seu leito (Urubupungá). O Rio Paraná resulta da fusão do Rio Grande (Serra da Mantiqueira) com o Paranaíba (Serra da Mata da Corda), na Altura do Triângulo Mineiro. Faz divisa natural entre os Estados do MS-SP-PR; serve, em seguida, de fronteira entre o Brasil e Paraguai, e Paraguai e Argentina, indo, finalmente, desaguar no Atlântico, depois de um curso de 4.200 km. Em território brasileiro, seus afluentes principais são: Tietê, Paranapanema e Iguaçu. Na Argentina, o Paraná recebe os rios Paraguai e Salado. O regime do Paraná está quase que totalmente na dependência das chuvas, ocorrendo suas cheias entre dezembro e março, e as vazantes, de junho a setembro. No aspecto histórico, destaca-se o papel exercido pelo Tietê (entre outros), como rota seguida pelos bandeirantes paulistas, rumo às áreas do Planalto Central. Além do setor energético, a Bacia do Paraná se destaca também no campo da navegação fluvial, nos trechos mais suaves de alguns rios, auxiliando no escoamento dos produtos agropecuários, uma vez que os rios desta bacia drenam áreas onde a agricultura e a pecuária se desenvolvem intensamente. No aspecto turístico, destacam-se as Cataratas do Iguaçu. Destaque-se a Hidrovia Tietê-Paraná, que serve de transporte de cargas, pessoas e veículos e está se tornando um importante eixo de ligação com os países doMercosul. Com 2.000 km de extensão, é tipicamente de planície. Oriundo da porção noroeste do Mato Grosso (Serradas Pedras de Amolar), atravessa a Planície do Pantanal, onde serve de fronteira entre MS e a Bolívia, indo, finalmente, juntar suas águas às do Rio Paraná.
Os rios desta bacia estão sempre abaixo da cota de 200 metros de altitude.
Na margem esquerda, estão os principais afluentes brasileiros: São Lourenço, Taquari, Apa, porém seus afluentes mais importantes entram pela margem direita: Pilcomayo e Bermejo. Resulta da confluência entre os rios Canoas (SC) e Pelotas (RS). Serve de fronteira entre Rio Grande do Sul e Argentina; separa ainda a Argentina do Uruguai. Com cerca de 1.400 km de extensão, o Rio Uruguai tem
a parte superior de seu curso bastante encachoeirada. Na margem esquerda, estão os afluentes: Ijuí, Piratini e Ibicuí e, pela direita, os rios Xapecó e o Paperiguaçu.
Os rios possuem, em geral, regime subtropical, com duas estações de cheias (outono e primavera). Veja mais: Bacia Platina. Bacia do Rio São Francisco Ocupa uma área de 645.067,2 km2, situando-se na porção centro-oriental do Planalto Brasileiro. Os rios são tipicamente de planalto. Características: a) É uma bacia totalmente brasileira. b) O Rio São Francisco é navegável de Pirapora (MG) até Juazeiro (BA) - Petrolina (PE). c) Possui as quedas de Pirapora (MG), Sobradinho, Itaparica e Paulo Afonso. d) Na margem direita, os seus principais afluentes são: Paraopeba, das Velhas e Verde Grande. e) Na margem esquerda, temos: Indaiá, Abaeté, Pa-racatu, Carinhanha e Grande. f) É cognominado Nilo Brasileiro, Rio dos Currais e Rio da Unidade Nacional. A agropecuária se desenvolve ao longo do São Francisco e nos vales de seus afluentes, incentivada e coordenada pela CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) e PROVALE (Programa Especial para o Vale do São Francisco). As principais usinas hidrelétricas do São Francisco são: Três Marias, Sobradinho, Paulo Afonso e Luís Gonzaga (Itaparica e Xingo). Veja mais: Bacia do Rio São Francisco. Bacias Secundárias Por: Paulo Magno da Costa Torres, atualizado em 02/10/2012
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