terça-feira, 14 de outubro de 2014

A Natureza e a sociedade na modelagem do relevo



A Natureza e a sociedade na modelagem do relevo


 o objetivo é enfatizar a compreensão do sistema terrestre como resultado da interação entre a atmosfera, a crosta terrestre e os organismos vivos. Estudamos a importância do ciclo da água, mas precisamos estar atentos a muitos outros processos que tornam a super­fície da Terra um ambiente dinâmico e em permanente transformação. E isso ocorre por meio da força de alguns importantes agentes de modelação do relevo, como o vento, a chuva, o deslocamento de geleiras e o curso dos rios. As formas de relevo também podem ser analisadas tendo em vista a ação de vários agentes internos e externos, movidos pelas forças da natureza e do trabalho humano.

As transformações que ocorrem na su­perfície terrestre podem ser lentas, como é o caso do desgaste das encostas de uma montanha pelo deslizamento de geleiras, ou muito rápidas, quando ocorre no mesmo lu­gar uma grande avalanche de neve. Vamos pensar a respeito das transformações que esses agentes provocam, assim como da modelagem de novas formas de relevo.

A força do vento

O desgaste provocado pelo vento depende da quantidade e do tamanho das partículas transportadas. Nos países desérticos, por exemplo, os postes instalados na beira das estradas precisam da proteção de chapas de aço na sua base. Caso contrário, em pouco tempo estariam gastos pela corrosão dos jatos de areia trazidos pelos ventos, e não ficariam em pé. Ventos fortes, com velocidade acima de 50 km/h, quebram galhos de árvores e arrancam telhas, que pesam aproximada­mente 2 kg. Quando o vento é muito forte, uma grande quantidade de areia é transportada por milhares de quilômetros. O que acontece com esse mate­rial em movimento? O material desgastado pelo vento num dado local pode ser transportado e depositado em outras regiões. É o que ocorre com os sedimentos provenientes das regiões desérticas do norte da África, que são depositados na Alemanha e até mesmo na Inglaterra.

A força da gota de chuva

Quando as gotas de chuva caem sobre o solo descoberto, isto é, sem cobertura vegetal, elas podem compactá-lo ou, ainda, desagregá-lo aos poucos. Procure imaginar o impacto de uma chuva forte em um solo sem cobertura de vegetação. O que você acha que acontece? Há o deslocamento de partículas do solo pelo impacto de chuva, um escoamento superficial e a formação de ravinas (grandes buracos de erosão).

A força dos rios

Os rios colaboram para o desgaste do relevo e, ao mesmo tempo, transporta sedimentos que serão depositados em outros locais. O tempo que uma rocha leva para ser des­gastada por um rio pode ser calculado em localidades às margens do Rio Nilo, no Egito, onde se formaram corredeiras e cachoeiras. Ao medir a profundidade do desgaste anual, os estudiosos obtiveram evi­dências de que o rio leva cerca de 500 anos para desgastar 1 m de rocha. Segundo a Agência Nacional de Águaso Rio Ama­zonas deságua no mar cerca de 209 mil m3/s (metros cúbicos por segundo) da água doce que atualmente chega aos oceanos (20%), despejando no Atlântico 600 milhões de toneladas de sedimentos por ano.

A força do gelo

As gigantescas massas de gelo que formam as geleiras movimentam-se muito lentamen­te (a maioria delas move-se apenas alguns milímetros por ano). No entanto, com a ele­vação de temperatura, na primavera, as geleiras podem se mover com velocidade dez vezes maior à comum. Na Groenlândia, por exemplo, há uma das geleiras mais "velozes", que chega a se deslocar 15 a 18 metros por dia. A neve acumulada nos topos pode despencar morro abaixo, formando avalanches (ou avalanchas) que al­cançam mais de 300 km/h. Nessa velocidade, a neve pode atingir o fundo do vale e ainda subir do outro lado da encosta centenas de metros, arrancando grandes árvores e soter­rando tudo o que encontra pela frente. Da maneira que as geleiras se movimentam (ar­rastamento da geleira por longas distâncias e possíveis avalanches), não é difícil identificar um depósito glacial originado por essa movimentação, mesmo em regiões que atualmente não possuem mais neve, porque esses sedi­mentos, de origem glacial, são bastante heterogêneos, com materiais rochosos e vestígios de seres vivos de diferentes regiões.




















3 comentários:

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  3. Obrigado, me ajudou muito em um trabalho da escola!

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